Katharine Rawdon celebrou recentemente 20 anos como Chefe de Naipe da Orquestra Sinfónica Portuguesa do Teatro Nacional de São Carlos. Nativa da Califórnia e residente em Portugal desde 1988, é activa como intérprete, professora, e mais recentemente, productora artística. Tem-se apresentado como solista a frente das orquestras principais portuguesas - a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra do Porto, e a Nova Filarmonia - em concertos de J. S. Bach (Concertos Brandenburguêses completos, Suite em Si menor), Vivaldi (flauta e flautim), Mozart, Boulez (“Explosante-Fixe”), e o Concerto do Alexandre Delgado.
Tem actuado como solista e músico de câmara pelo Portugal, e também em Espanha, França, Inglaterra, Itália, Áustria e Alemanha.

Apresentando-se também no flautim, flauta alto e baixo desde 2003 como elemento do ensemble para música contemporânea OrquestrUtópica, tem estreiado mais do que 120 obras, maioritariamente de compositores portugueses. Formou em 1994 o duo Machina Mundi com a percussionista Elizabeth Davis, tendo estreiado uma dúzia de obras a ela dedicadas, e recebendo convitos para actuar na Europa e no Japão. Uma obra dedicada à Machina Mundi de Luís Tinoco, King George…, será incluido num CD a ser editado pela União dos Rádios Europeus a honrar o 250º aniversário da morte de Händel.

Foi professora no Conservatório Nacional de Lisboa e a Escola Profissional de Música de Almada, e desde 2009 lecciona na ESART do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Os alunos dela têm dado continuação dos estudos em conservatórios nos EUA (Boston, Chapel Hill), Holanda (Haia e Amesterdão), e Alemanha (Munique), e ocupam váriadas lugares de destaque na vida musical.Tem o degrau de Bachelor of Arts (Phi Beta Kappa) do Pomona College, Califórnia, e o Masters in Music, Flute Performance do Manhattan School of Music, Nova Iorque. Foi Bolseiro da Thomas J. Watson Foundation no ano 1982-3. Na Tanglewood Fellowship Orchestra tocou sob a direcção de Kurt Masur e Leonard Bernstein, e no Carnegie Hall como Flauta Principal da National Orchestra of New York. Com o Manhattan Wind Quintet, foi apresentado por duas vezes na Carnegie Recital Hall pela Artists International Debut Competition, e foi premiado pelos Concursos Internacionais de Música de Câmara Yellow Springs (Ohio) e Fischoff (Indiana). Os seus professores principais foram Gary Woodward, Anne Diener Zentner, e Carol Wincenc, tendo também trabalhado com o Trevor Wye, Robert Dick, Thies Roorda e Pedro de Alcantara.